Construcarta Nível de Atividades: INCC-DI: taxa acelera no mês, mas cai 12 meses

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O índice mostra que os custos de construção se mantêm em patamar muito acima do que estavam há um ano

Por Redação SindusCon-SP 11/11/2021 17:48:28

 

Com alta mensal de 0,86%, o INCC-DI de outubro alcançou taxa acumulada no ano de 12,70%. Em 12 meses, a variação atingiu 14,94%, o que representa a maior taxa para um mês de outubro, desde 2003.

Na comparação com setembro, o indicador de custos da construção registrou aceleração por efeito da maior taxa do componente Materiais e Equipamentos, que depois de quatro meses inverteu a tendência de queda e passou de 0,71% para 1,92%.

As principais contribuições para o resultado do mês vieram dos vergalhões, com 8,09%, do elevador, com 2,16%, seguido das esquadrias de alumínio, com 3,63%. Em 12 meses, o grupo Materiais e Equipamentos acumulou a maior taxa para o mês desde 1997, com variação de
27,45%.

Vale notar que em 12 meses até outubro, o aço é também o principal responsável pelos aumentos dos custos setoriais. Com variação de 60,85% no período, o vergalhão responde por quase 20% da variação do INCC no período. Nessa comparação, o segundo item da cesta de materiais com maior peso são os tubos de ferro e aço, com taxa de 61,41%.

Os componentes Mão de Obra e Serviços, com variações no mês de 0% e 0,47%, respectivamente, chegaram a outubro com taxa acumulada de 6,78% e 8,78%.  Como no ano passado, a inflação acelerou ao longo do segundo semestre, o que contribuiu para que o grupo mão de obra, pelo segundo ano, fique abaixo do INPC acumulado no mesmo período (11,08%). No entanto, no primeiro semestre de 2022, o índice, que é parâmetro para os acordos da construção, deve registrar taxa de dois dígitos, contribuindo para uma maior pressão sobre os custos.

Outro ponto de atenção diz respeito ao fim da desoneração da mão de obra. A questão não está resolvida e ainda pode ser outro fator de elevação dos custos a partir de janeiro. A Sondagem da Construção de outubro indagou os empresários sobre o possível impacto do fim da desoneração: para 46% das empresas haverá aumento no custo da mão de obra, sendo que para 35% esse efeito será superior a 5%.

De todo modo, a despeito da desaceleração da taxa 12 meses, que teve seu pico em junho, o INCC-DI mostra que os custos de construção se mantêm em patamar muito acima do que estavam há um ano.